terça-feira, setembro 30, 2003

Vendendo meu peixe
Visitem www.sigminitcs.blogspot.com
e não reclamem!

T+
Olha pro Sarau, Frederico! dnovo

Aí...

Dia 7 de outubro, pontualmente às 20 horas em qualquer corredor mais pr[oximo de você na FAFIC. Tá?!?!?!

T+

segunda-feira, setembro 29, 2003

O Brasil é o País do Futuro


Trangênicos

Muito se fala hoje em dia sobre manipulação genética e a questão dos transgênicos, a maioria besteira baseada em preconceitos e ignorância científica, a mesma que faz com que pessoas comprem xampú com DNA esperando algum resultado diferente ou acredita que fazer dieta vai resolver problemas de peso. Esses dias eu estava lendo um jornalzinho de alguma organização anti-trasngênicos. Um verdadeiro serviço de desinformação. Algumas informações:

- Comer DNA não transforma ninguém em monstro. Como está presente em todas as células vivas, comemos tais moléculas todos os dias, inclusive em saladas (nem por isso, ninguém que eu conheço faz fotossíntese ou tem galhos nascendo em lugares estranhos). DNA estranho pode ser inserido no código genético humano. Acontece o tempo todo, quando se é infectado por um vírus ou até mesmo outro microorganismo. Aliás, isso é uma das causas de sermos o que somos hoje, uma vez que isso possibilita a evolução. Mas tirando a expressão de vírus, como a Herpes, é um processo que dura milhões de anos para se ver alguma mudança significativa.

- Será que é uma ameaça tão grande ao meio-ambiente? Alimentos geneticamente alterados existem desde que o homem começou a misturar uma planta com outra para selecionar e aproveitar uma ou outra característica. O milho, como conhecemos hoje, não existia há alguns séculos atrás, era um sabugo sem muitas sementes. A maioria das raças de bovinos, suínos, cães são produtos de manipulação humana desde tempos imemoriais. Pode-se dizer que Deus não criou o cão, uma vez que este foi produto de interação humana com lobos. O mesmo acontece com uma enorme variedade de cepas cultivadas na agricultura. Com o advento da engenharia genética, pode-se selecionar apenas os genes de interesse e inseri-lo num determinado organismo. Considerando que há um número maior de genes envolvidos na manipulação clássica, não seria sábio também fazer um controle de todas essas plantas e animais? Porque nunca o fizeram?

- A criação de novas espécies. A manipulação genética, assim como vários outros aspectos da tecnologia humana, apenas utiliza o que há na natureza. A evolução e a criação de novas espécie, por exemplo. Claro que a interação com novos genes pode ou não provocar a origem de novas espécies, bem como a extinção de outras, mas isso já é um processo que ocorre por outras causas antropológicas. Mas da mesma forma que essas plantas trangênicas tem um impacto na evolução, o mesmo ocorre com as outra plantas "normais" cultivadas pelo homem. Isso sem considerar a introdução de espécies estrangeiras em determinadas áreas, prática que não chama tanto a atenção quanto ao de utilizar espécies transgênicas.

- O impacto econômico. Essa é a questão que eu considero preocupante. O grande problema da soja Monsanto, ao meu ver, é o fato de que ela obriga o produtor a utilizar os seus produtos, criando uma dependeência e um possível monopólio. Já se falaram em criar determinados tipos de sementes modificadas geneticamente de modo que produtor fique preso aos interesses de quem a produziu. REsumindo: Uma forma de aumentar os lucros explorando aqueles que sobrevivem diretamente da produção destes alimentos. Mas vários benefícios podem ser obtidos, como a criação de um arroz com grande teor de vitamina A, para ser utilizado em países com altos índices de doenças relacionadas à carência dessa vitamina, como países do oriente, que comem muito esse cereal.

Claro que sendo uma nova tecnologia, deve-se tomar muito cuidado, fazer pesquisas e assegurar a qualidade dos produtos.

sábado, setembro 27, 2003

MORFINA
12/08/2003
Existe um compromisso de cada célula
Com a morte que espera, a cada momento.
Existe em mim, o compromisso com a dor
Com a morte e com o sabor da vingança.
Uma lâmina que corta mais fundo a cada dia
Se encarrega de resgatar o que era meu ódio.
Uma lâmina que destrói minhas células
Que me causa de longe, uma grandiosa autólise.
Deixe-me morder meu corpo
Ele só quer sentir um pouco mais dessa dor
Deixe-me cortar meu corpo
Ele só quer sentir-se único em um mundo distante

Ah, um abutre que vociferou meu nome
Guarda o pedaço do granito afiado
Que entre os dias que trago
Para meu túmulo velar.
A porta que nunca mais se abrirá
Mas que permitirá olhar
Para dentro de minha eternidade
E perceber que sou nada

Mais um homem em um infinito campo de acácias
Que se rasteja entre a perfeição das pétalas das flores
E a tortura dos espinhos afiados.
Mais um coitado que se perdeu de casa
Que nunca mais voltará a ser o que era
Que tem medo de virar cada esquina de sua vida.
Longe de seus abismos e na verdade dentro deles
O céu é apenas um infinito mar de sonhos
Nunca atingido
Nunca transposto
Até agora...

sexta-feira, setembro 26, 2003

O primeiro Dia do Resto da Vida de Rod & Carla

Pra quem não sabe, hoje foi o último dia da vida de Rodrigo como um homem (???) livre. Na manhã de hoje, ele se tornou o Sr. Ana Carla Reis e passa a ter responsabilidades como marido zeloso e pai respeitado.
Meus pêsa... quero dizer, parabéns ao novo membro do time dos casados.

o mito do super-homem

uma das melhores abordagens do mito nietzschiano do super-homem foi feita por alan moore. para quem não sabe de quem se trata, é um dos maiores - se não o maior - escritores de quadrinhos de todos os tempos. um dos principais responsáveis pela elevação das hq's ao status de arte.

pois bem, alan moore pegou um super-herói chamado marvelman - conhecido fora da inglaterra por miracleman -, um cover de segunda do capitão marvel - shazam!, lembram? - e o transformou naquilo que muitos consideram a melhor série de super-heróis já escrita.

apenas os primeiros números foram traduzidos para o português - em preto e branco- e só podem ser encontrados, com muita, mas muita sorte, em sebos. a versão em inglês também é dificílima de encontrar. republicações são impossíveis por enquanto, pois os direitos sobre a obra são alvo de uma pendenga judicial.

para salvar o dia, brasileiros abnegados e generosos se incumbiram da sempre dificílima tarefa de traduzir alan moore e disponibilizaram na internet toda a fase do miracleman escrita por ele. no momento, estão trabalhando na fase posterior, escrita por neil gaiman, autor de nada menos que sandman. o trabalho pode ser visto aqui.

vale a pena!

quarta-feira, setembro 24, 2003

A Praia

Existem pequenas ondas em um mar conturbado, elas fazem uma fila estranha e se somam a cada segundo, ao fim, existe uma infinita parede líquida que faz com que a luz do sol não consiga chegar aos meus olhos, apesar de tentar. Uma voz uma vez me disse que apesar das infinitas moléculas que me impossibilitavam, eu deveria continuar a tentar ver os fótons e para isso seria necessário cortar o muro ao meio, fazendo ele tombar sobre si mesmo.
Parece quase impossível sentir a areia nos pés enquanto me concentro em ser o super-homem e fazer tudo exatamente do jeito que deve ser.
De repente, eu percebo que a grandiosa massa líquida começa a se evaporar, deixando no ar ainda vestígios fortes de sua existência. Só então eu percebo que era noite, e essa noite já se estendia por muitos anos. De repente eu percebi que não estava em uma praia, estava na margem de um rio fino e lento, que não deveria nunca ser comparado com o mar.

thiagokerzer@yahoo.com.br
escritores em terra plana

tem literatura da boa na planície! os timpaneiros alexandro f. e quésia francisco, além de jorge rocha, vitor "ESCRITOR!" menezes, douglas venoso e jules rimet, representantes da nova - e ótima - safra de escritores de campos, se reuniram pela primeira vez há alguns dias e este encontro foi relatado em uma matéria no jornal campista monitor campista.

aqui tem um entrevistão com essa galera.

segunda-feira, setembro 22, 2003

a história não acabou

assim como elvis presley, o rock e este blog, a revista tímpano não morreu. em outubro, nova edição, mais uma vez, pretendendo ser bimestral. na edição 5 teremos uma entrevista com chakal, banda de thrash metal de belo horizonte que é um ícone do underground brasileiro e autores do discaço the man is his own jackal, indispensável para qualquer fã de metal que se preze. teremos também uma entrevista conjunta com cabrunco, lamparão, estopô e cramuião. os três primeiros formam a banda clássicos eternos. os dois últimos, o tributo de ódio a george bush e aos e.u.a.. ambos lançando seus discos de estréia pela tímpano discos, também em outubro. além de resenhas, mp3, contos e poesias. aguardem.

sábado, setembro 20, 2003

versão demo

Desde que o samba é tosco é assim.
Olha pro sarau, Frederico!

O dia 18 de Setembro de 2003 ficou marcado pelo fato de ter se mostrado a existência de vida literária inteligente em Campos.
Em brilhante performance, o arte-educador Rudolf Rotchild interpretou mini-contos de Alexandro F., Quésia F., Jorge Rocha, Douglas Venoso, Jules Rimet e Vitor Menezes.
Boquiabertos!!! Assim ficaram os que tiveram coragem de encarar o sarau de frente.
Houve – no público – até quem cogitasse a criação do grupo “Olha pro sarau, Frederico!” e a possibilidade de se realizar uma turner pelas instituições de ensino superior de Campos.
Por enquanto o sarau, que foi realizado na FAFIC, às 20h desta última quinta-feira (18/09), tem a proposta de se tornar periódico e de 15 em 15 dias movimentar os corredores da Faculdade de Filosofia.

sexta-feira, setembro 19, 2003

uma boa causa

gostaria de dizer que nosso blog encontra-se engajado na campanha vitor ESCRITOR!!!

mais detalhes sobre esta importante campanha no blog urgente.
momento que mané tom waits

mais uma pérola da não-linearidade para a trilha sonora dos contos de jorge rocha publicados no falecido mas ainda disponível blog vórtex você: pesadelo na discoteca, segundo disco da banda carioca zumbi do mato.

esta maravilha do pensamento hipertextual traz achados como "sou um homem sem fins lucrativos/doente porém vivo/eu quero é que se foda!". mais adiante, na mesma música, outra pequena jóia: "pulsa o silêncio em meu dedão/piolhos comem mousse de maracujá".

ideal para o conto "corte na realidade", postado no vórtex em 18 de fevereiro de 2003.

quinta-feira, setembro 18, 2003

Desculpa o atraso da informação mas acontece hoje dia 18 um Sarau de mini-contos na FAFIC às 20h
não percam!
A Rebelião Alimentar

Um dos sites mais legais que eu encontrei nos últimos tempos foi o Eat Dangerously, que possui um livro de mesmo nome e também uma coluna em português nas páginas da Superinteressante Online, o Coma Perigosamente, feita por um dos escritores do livro de receitas perigosas, Rodrigo (ou Rod, como nosso estimado companheiro e futuro papai) Velloso. A idéia é a seguinte, como fica claro na introdução da página: “Ser saudável lhe trará benefícios quando for velho,
mas comer perigosamente lhe traz benefícios AGORA MESMO!(...)Comer perigosamente é mais do que uma manifestação. É uma atitude, um estilo de vida, uma religião que permite que cada um de nós tenha prazer diário. É um sitema de crenças que baseado em equilíbrio, uma noção aparentemente esquecida por todos aqueles que indiscriminadamente se privam do prazer pelo bem de noções ilógicas, sem valor, e infundadas do que é 'saudável'"

Nesse mundo de hoje, onde a boa forma é essencial e comer mal e porcamente é o "ideal" (comer mato e carne - branca, somente, por favor - de vez em quando não é coisa de gente normal), o site é uma bomba! A idéia é se contrapor à onda de comida saudável (Algo, que segundo um artigo da Science, tem origem mais na ciência popular do que na real) com algo mais... palatável.
O site, inclusive, tem várias receitas de peso, com introduções divertidas e às vezes hilariantes, na qual o Brasil é representado com a nossa famosa Feijoada e com Brigadeiros, traduzidos para o singelo nome de "Little Balls of Love", devido ao fato de chocolate provocar reações bioquímicas similares a amor e desejo.

Se a rebelião vai ter efeito? Quem sabe? Mas com certeza, vai deixar tudo em pratos limpos...

quarta-feira, setembro 17, 2003

é pela paz que eu não quero seguir - parte 2

manifestação contra a violência é algo que sempre me cheira a manipulação.

uma manifestação serve para chamar atenção sobre um problema e/ou reivindicar soluções. serve também para tentar convencer as pessoas da validade de uma causa ou fazê-las pensar sobre o assunto.

dito isto, para que serve uma manifestação contra a violência? alguém, exceto interessados na indústria que ela gera, é a favor da violência? é chover no molhado. convencer alguém, talvez? pedir ao crime organizado para dar um tempo? bandeiras brancas para a guerra do tráfico? façam-me o favor!

a violência é um sintoma de outros problemas que infestam o país. melhor tempo e energia seriam gastos em manifestações pela reforma agrária, pela suspensão do pagamento da dívida externa, pela não negociação da alca, pela reforma urbana, pela taxação das grandes fortunas e da especulação financeira, pelo crédito popular, etc. e olhe que são apenas reivindicações que não saem dos estreitos limites do capitalismo, mas já fazem tremer as elites e seus porta-vozes.

manifestação contra a violência é ato típico de classe média, da classe média padrão, umbigocêntrica, que acredita piamente no que dizem veja e jornal nacional, e que não consegue enxergar um palmo sequer adiante do nariz. e tome viva rio.

segunda-feira, setembro 15, 2003

"É pela paz que eu não quero seguir"

E mais uma vez, fazem caminhada pela paz. É impressão mina ou ficou mais parecendo golpe de publicidade da Globo?
E enquanto isso no mundo real, o pau come solto...